Não tenho espécie

Com a espécie que me fiz (da especificação) eu me fiz pinguim através do uso da LSD. Com a espécie que me fizeram (pelo specificandum) me fizeram máquina. Mas nunca fiz nem nunca fizeram. Fizeram-me fazer-me ponto de ônibus e fiz-lhos fazerem-se sensíveis. Da espécie que me tornei – ser humano – fiz viadagem, e em uma viagem fez-se bosta, do qual em um pequeno esgo(s)to consumi-me-me às paredes. Corto-lhem os pulsos em nome da espécie, mas a faca é o specificandum? Espécie, espécie, espécie – jatada no útero, jantam-lhe – ou janta-lho-se? –; a quem a espécie se reduziu? 

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