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Fragmentos Platônicos

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[...] No Parmênides, o Uno é apenas a ausência de Ser, enquanto o Outro lida com o Ser de forma muito mais complexa, sendo os Outros compreendidos em sua diferença e heterogeneidade, não somente diversidade repetitiva como no Uno. Como o Um é não-ser, a alteridade não é a alteridade do Um, mas a diferença interna entre os “Outros” – é uma multiplicidade absoluta, sem limites, inconsistência pura sem unidade, plethos (ao contrário de polia, multiplicidade consistente), inconcebível para toda a mente humana. Platão utiliza o argumento sofista de Górgias e argumenta que o Uno é o não-ser, onde o que não é tem uma forma mínima de Ser, e é nomeado para ser apresentável: o que Badiou (1988) chamou de teorema ontológico geral. É por onde o não-Ser vira Ser. Na nona hipótese, Platão então coloca o Um como fator de diferenciabilidade entre os outros, pois tudo emana do Um, e aqui vemos Platão tomar partido da multiplicidade como polia. Logo Platão perceberia que há uma diferença entre o Uno com...