Tentativa de uma lógica projetiva
A verdade é circular (corretiva) e não existem juízos de verdade eterna, independentes do tempo. Os juízos não podem ser reduzidos a casos proposicionais quantitativos (valores-verdade), mesmo que sua teoria só considere juízos proposicionais (estóica), pois eles não são independentes da lógica de termos (silogística aristotélica) qualitativa, assim como um valor-verdade só se concretiza temporalmente, caso contrário, seria determinismo (terceiro excluído), e por isso que as modalidades não são meros adjetivos, mas substantivos ao lado dos valores-verdade (logo, a lógica modal não pode ser reduzida à lógica não-modal, e em uma abordagem intensional, não há a distinção entre termos modais e epistemológicos).
A contingência jamais pode ser eliminada na lógica e na experiência humana, e por isso, a lógica formal pode ser atualizada – ou seja, a lógica como um todo, e não somente a formal, mas também a de termos, são uma ferramenta auxiliar humana e não algo que se impõe normativamente sobre nós, uma vez que a prática é o critério da verdade (logo, a lógica deve ser contextual e não puramente sintática) – a lógica jamais deve prescindir dos indivíduos concretos (aqui, tomo uma inclinação nominalista vista em Peirce), uma vez que se tornaria excessivamente teórica (logo, não há a necessidade de postular mundos possíveis e a lógica se torna científica, uma vez que não é aqui restrita à sua analiticidade, a lógica deixou de ser um cálculo). Não só intensionalidade e extensionalidade se pressupõem (porque as cópulas são ordens parciais,, dando origem a contâiners que contém a si mesmos, ou seja, indivíduos), como a distinção entre eles não é fixa, mas dinâmica, e o mesmo ocorre com a oposição entre conceitos e intuições ou conceitos e proposições. São dualidades inelimináveis, e por isso mesmo, há oposições internas e externas, mas ambas são traduzíveis umas nas outras.
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